Ética e medida em tempos digitais: por que as normativas da OAB importam



Qual a primeira coisa que você faz ao acordar? Poucos responderão algo diferente de: “olho o celular”. É nele que buscamos as primeiras informações do dia, os primeiros estímulos, as primeiras comparações. Já começamos o dia medindo o que somos com base no que vemos, e, muitas vezes, no que os outros escolhem mostrar.


Vivemos no tempo do excesso. Excesso de conteúdo, de opiniões, de julgamentos, de exposição. E, no meio disso tudo, é fácil esquecer que nem toda comunicação é livre de responsabilidade, especialmente quando estamos falando da advocacia.


O Brasil tem, hoje, o maior número de advogados do mundo. A concorrência é acirrada. A pressão por visibilidade é constante. E as redes sociais se tornaram palco, muitas vezes palco demais, para aquilo que deveria ser exercido com reserva, técnica e consciência.


É aí que entram as normativas da OAB. Elas não existem para engessar, reprimir ou frear o crescimento da advocacia. Ao contrário: existem para proteger a essência da profissão, manter sua credibilidade e assegurar que o exercício da advocacia continue sendo, antes de tudo, ético.


Num mundo em que “vender” virou verbo central, é preciso lembrar que o advogado não vende promessas, não promete resultados, não transforma processos em propaganda. Advogar é um serviço público, essencial à Justiça, e isso exige um compromisso com o limite, com o cuidado e com a verdade.


A recente proposta de flexibilização do Provimento 205/2021 — que sugere a possibilidade de divulgar decisões favoráveis sob critérios específicos — reacende um debate essencial: até que ponto a exposição pública contribui para a valorização da advocacia, e em que momento ela começa a comprometer sua função social? É importante destacar que o centro dessa discussão não é a liberação irrestrita ou irresponsável dessa prática, mas sim a busca por equilíbrio entre visibilidade profissional e compromisso ético. Concordo plenamente com a relevância do tema e reforço o quanto é sensível e estratégica a responsabilidade da comissão que analisa essa proposta. As escolhas feitas aqui moldarão não apenas o presente, mas o futuro da advocacia brasileira.


Mais do que permitir ou proibir, as normativas têm o papel de equilibrar o direito à informação com a responsabilidade do ofício. Elas nos lembram que, mesmo no ambiente digital, ainda somos advogados. E, como tal, temos deveres que vão além da autopromoção: temos o dever de ser exemplo.


Porque, na era da comparação, manter-se ético é uma escolha corajosa.

E, talvez, a mais valiosa de todas.



Imagem: Freepik

Autor: Patrícia Loureiro Steffanello

Sócia-fundadora da Life Marketing e Comunicação

Copywriter, Especialista em Neuromarketing e Marketing Estratégico 

@patriciasteffanello | 💼 www.lifecomunicacao.com.br

21 de julho de 2026
Como fazer o algoritmo do Instagram entregar mais os seus conteúdos? Estratégias de alcance, ganchos, público-alvo e marketing jurídico ético Publicar com frequência não garante que um conteúdo será entregue. Ter uma identidade visual impecável também não. Para conquistar alcance no Instagram, é necessário compreender como a plataforma avalia cada publicação e, principalmente, como o público reage ao conteúdo. O Instagram não utiliza um único algoritmo. Feed, Stories, Reels, aba Explorar e recomendações possuem sistemas de classificação próprios. Em comum, todos tentam prever quais conteúdos podem despertar interesse, manter a atenção e gerar algum tipo de interação relevante. Entre os principais sinais considerados atualmente estão o tempo de visualização, a proporção de curtidas em relação ao alcance e a quantidade de envios por mensagem direta. Para conteúdos mostrados a pessoas que ainda não seguem o perfil, os compartilhamentos por Direct tendem a ganhar ainda mais importância. Isso muda a lógica da produção de conteúdo. Em vez de pensar apenas: “Como conseguir mais curtidas?” A pergunta estratégica passa a ser: “Por que alguém assistiria até o final, salvaria ou enviaria este conteúdo para outra pessoa?” Essa resposta começa pela compreensão do público, passa pela construção de bons ganchos e termina em um conteúdo que entrega valor de verdade. O que o Instagram procura em um bom conteúdo? O Instagram procura identificar conteúdos capazes de gerar atenção, conexão e continuidade de uso da plataforma. Quando uma publicação é apresentada a determinado grupo de pessoas, o sistema observa o comportamento desse público. Entre os sinais analisados estão: Quanto tempo as pessoas permanecem no conteúdo; Quantas assistem ao vídeo até o final; Quantas assistem novamente; Quantas curtem em relação ao número de pessoas alcançadas; Quantas salvam; Quantas comentam; Quantas compartilham por mensagem; Quantas visitam o perfil depois da publicação; Quantas passam a seguir o perfil. Esses sinais ajudam o Instagram a decidir se vale a pena ampliar a distribuição. Por isso, alcance não deve ser tratado como um prêmio concedido pelo aplicativo. Ele é uma consequência da resposta do público. Em 2025, a Meta informou que Reels e mensagens privadas estavam entre os principais motores de crescimento do Instagram. Naquele momento, os Reels já eram compartilhados mais de 4,5 bilhões de vezes por dia entre as plataformas da empresa. Esse dado explica por que conteúdos com potencial de conversa e compartilhamento costumam ganhar espaço. A plataforma deseja que as pessoas encontrem algo interessante e pensem imediatamente: “Preciso enviar isso para alguém.”
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